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Senhas do Governo Em julho de 1995, em Recife, o filho de um professor, usando um conhecido computador 486, rompeu o sistema de segurança da Sede Nacional de Pesquisa (PNP) e teve acesso a informações sigilosas do Departamento de Informática, além de invadir os sistemas do Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep). Durante dois meses, o jovem de 17 anos teve acesso à folha de pagamento da instituição e à informações confidenciais do Estado. Na época suspeitou-se de que ele teria coberto até a senha e o número de conta bancária do governador Miguel Arraes. Arquivos Apagados Em campinas, em maio de 1995, um hacker apagou diversos arquivos da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias. Em agosto de 1996, um outro, em São Petersburgo, Rússia, roubou US$ 400 mil do Citibank. No início de 1995, um adolescente britânico conseguiu acessar arquivos sigilosos da Força Aérea Norte - Americana sobre inspeções nucleares da Coréia do Norte. Somente em 1993, os computadores do Departamento de Defesa dos EUA foram invadidos 134 vezes. Trote Francês Os hackers usam programas invasores cada vez mais inteligentes: depois que invadem um computador, capturam senhas no momento em que estão sendo digitadas e as estocam para serem recuperadas. Também em 1996, franceses quebraram o sistema de um banco e abriram uma conta fantasma, para onde desviaram cerca de US$ 500 mil. Depois alugaram um carro-forte, contrataram seguranças e foram ao banco retirar o dinheiro. No dia seguinte, deixaram o carro forte em frente ao banco com US$ 499 mil e um bilhete simpático: 'da próxima vez tenham mais cuidado". O dinheiro que faltava foi usado para pagar as despesas com o carro-forte e os seguranças. Programa Delator Em março de 96, o Governo dos EUA recorreu a um programa de computação para localizar Julio Ardita, na Argentina, acusado de uso ilegal de senhas e interceptação de comunicações. Ardita invadia computadores da Marinha americana, da Nasa, da Universidade de Harvard - onde acabou sendo instalado o dispositivo que permitiu identificá-lo entre 16 mil usuários e no Brasil. Ele não pôde ser extraditado para responder pelos crimes. Worm O estudante Robert Teppan Morris Junior encarou 5 anos de cadeia, depois de enviar um vírus chamado Worm (minhoca) pela Internet. A brincadeira do estudante atingiu aproximadamente 50 mil computadores em todo o mundo, inclusive afetou dados vitais de várias companias e sites como o Yahoo!
Kevin Mitnick A história mais conhecida de hackers envolveu dois especialistas. De um lado, o californiano Kevin Mitnick condenado e foragido da polícia. Do outro, o samurai cibernético Tsutomu Shimomura, japonês naturalizado americano tido como um dos maiores especialistas em segurança de computadores dos Estados Unidos. De uma forma bem resumida, a história começou quando Mitnick roubou nada menos que 20.000 números de cartões de créditos dos clientes da rede Netcom, que funciona também como provedor de acesso. Para ir um pouco mais longe, invadiu o computador de Shimomura e deixou mensagens do tipo: "sou superior". As investigações começaram e Shimomura ficou sabendo que dados de seu computador haviam sido roubados e estavam armazenados na Netcom. O japinha não pensou duas vezes e rumou para San José, Califórnia, sede da Netcom. Lá descobriu que as chamadas vinham de um celular em Raeight, Carolina do Norte. Em Raleight, com auxílio da compania telefônica, Shimomura saiu pelas ruas de carro, munido de uma antena capaz de captar a freqüência do celular. A moral da história? Mitnick foi encontrado, condenado e pode ficar preso por 35 anos.
Green Peace Jovens alemães, membros do Chaos Computer Club, de Hamburgo, invadiram a maior rede de processamento de dados do mundo, que liga a Agência Espacial Norte - Americana, Nasa, a mais de mil sistema de informações e bancos de dados em todo mundo. "Imagine o meu susto ao ver surgir na tela Welcome to the Nasa Headquarters VAX installations", disse um dos sócios do Chaos à revista alemã Stern. Cerca de 200 alunos da universidade do Tenessee conseguiram acesso ao computador utilizado para registrar as matrículas e, durante quatro semestres letivos, puderam alterar seus currículos. Os alunos puderam fazer e desfazer matrículas, mas não chegaram a alterar as notas. Técnicos do Jockey Club Brasileiro se surpreenderam quando a rede de computadores do sistema de apostas do Grande Prêmio Brasil saiu do ar, às 16h 15 e assim permaneceu por 30 minutos causando um prejuízo, calculado pelos diretores de R$ 60 mil. Nas telas, a mensagem em inglês dava uma pista do autor do atentado: "Hiroshima 50 anos". O grupo ecologista Greenpeace entrou em sistemas do mundo inteiro com a frase na exata hora em que a bomba atômica foi lançada sobre a cidade japonesa, há 50 anos.
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